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Cultura como direito

19 de outubro de 2018
Tempo de leitura: 1 minutos

Doutores da Alegria

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Em 1991, quando iniciamos nosso trabalho nos hospitais, as enfermarias pediátricas e adultas não eram muito diferentes. As grandes mudanças na maneira de acolher melhor a criança e a família, no momento delicado da internação, começaram a se concretizar a partir de então.

Os anos 90 representaram o início do maior avanço na garantia de direitos civis no Brasil refletindo a nova Constituinte, promulgada em 1988. Dentre todos os avanços gerados pela nova Constituição, destacamos a determinação de um dos princípios fundamentais da República de “construir uma sociedade livre, justa e solidária, promovendo o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (artigo 3º CF).

A Constituição Federal em vigor também promoveu a descentralização e a participação da sociedade nas políticas sociais, que deixaram de ser vistas como responsabilidade exclusiva do Estado. Com amparo na garantia do estado democrático de direito e nessa conscientização da responsabilidade social da sociedade civil, Doutores da Alegria levou a arte do palhaço ao ambiente hospitalar público, intervindo junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social.

Desde 2016, quando nos reposicionamos institucionalmente, explicitamos a defesa da arte como mínimo social, uma das necessidades básicas para o desenvolvimento digno do ser humano. Muitas vezes, o primeiro contato das crianças internadas e dos seus acompanhantes com a arte se dá por meio da linguagem do palhaço.

A partir da nossa experiência, comprovamos que a arte e a cultura são maneiras de transformar realidades, de idealizar outras possibilidades de existência, de ressignificar o enfrentamento às dificuldades inerentes à doença.

Mas não é só dentro do ambiente hospitalar que a arte é fundamental. A Cultura é um valor em si, na medida em que alavanca a educação e o desenvolvimento da sociedade. Por isso, neste momento crucial de defesa dos direitos sociais e das liberdades civis no país, queremos nos posicionar a favor da democracia e do exercício da cidadania.

O trabalho artístico no hospital nos leva a experimentar e aprofundar a empatia e o respeito e a ampliar canais de diálogos reflexivos com a sociedade. Nesse cenário, reafirmamos nossa defesa pelo direito à cultura e por uma sociedade que combata desigualdades e preconceitos, que perceba a riqueza da diversidade, da inclusão, e a importância da busca por justiça social.

Doutores da Alegria – Arte na Promoção da Saúde, na Formação e no Desenvolvimento Social



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